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Que diferença faz passar em 1º lugar ?

 

Que diferença faz passar em 1º lugar, ou em último? 

"Desencana, não se deixe perturbar pelo canto da sereia, o vestibular é péssimo para medir as pessoas". Este é o conselho que o médico psiquiatra Gerson Spitzcovski oferece ao Sergio Tadao Martins, vestibulando que conseguiu este ano a proeza de ser o 1º colocado na Unicamp, 2º na USP e 3º na Unesp. 

Em 1981, um jovem paulistano de 17 anos foi o primeiro colocado em Medicina na Fuvest. Hoje, 20 anos mais tarde, o agora doutor Gerson, já com 37 anos, olha para trás e revela que "não existe a menor diferença entre ser o 1º ou o 180º colocado no vestibular". E mais: se pudesse, teria cabulado mais aula no colegial para aproveitar a vida. Leia a seguir a entrevista com o psiquiatra Gerson Spitzcovski cedida ao Terra Vestibular. 

Spitzcovski sabe o que fala. Em 1981, aos 17 anos, foi ele quem carregou no peito a faixa de primeiro colocado no curso de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Na época, o ranking da Fuvest, fundação responsável pelo vestibular da USP, separava a colocação dos "crânios" por carreira. Hoje, a Fuvest divulga o nome dos vinte melhores classificados vestibular, independente da carreira escolhida. 

"Deveria ter cabulado mais aula" diz:

Apesar de não ter estudado muito em casa, Gerson conta que fez um colegial rigoroso que o mantinha muitas horas debruçado em livros. Hoje, diz que se arrepende de não ter aproveitado mais a vida. "Deveria ter cabulado mais aula", conta. Com olhos bem mais críticos, hoje o médico defende a idéia que de os adolescentes deveriam aprender mais sobre seus dilemas, conflitos, sexualidade e sobre o "ser adulto". "Mas é muito mais fácil lavar as mãos de tudo isso e prepará-los para o exame", desabafa. "Os principais anos da educação do ser humano são trocados por essa máquina de moer que é o vestibular". 
"Escolhi medicina, mas gostava mesmo é de antropologia, especialmente física. Só que tive uma iluminação na hora de preencher a ficha e vi que o que eu queria em um, poderia encontrar em outro", conta. A paixão pela psiquiatria veio só no terceiro ano da faculdade, com o curso de psicologia médica. 

"O vestibular é péssimo para medir as pessoas" 

Solteiro, Gerson gosta de fazer de tudo um pouco: "O psiquiatra tem que saber de tudo. Estar por dentro do que as pessoas estão falando. Olhar para o mundo. Teatro, cinema, livros, música", justifica-se. 
Meio decepcionado com o declínio generalizado da cultura, "que anda apelando para coisas fáceis e repetitivas", o médico diz que gostava de ouvir bandas de rock n’ roll, como Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin, e de punk rock, como Sex Pistols e Clash, mas hoje em dia, prefere uma música clássica. Mas conta orgulhoso que saiu direto de uma cirurgia e foi ao 1º Rock in Rio, no quinto ano da faculdade. 
Quando questionado sobre seus sonhos de faculdade, diz que realizou todos. "Pude exercer a profissão em diversas posições: goleiro, zagueiro etc.", brinca. "Para completar só falta a área de pesquisa clínica, em neurofisiologia, mas quem sabe no futuro", sorri. 

"Faltou insistir no significado de ser médico" 

A universidade, considerada uma da melhores do País, não foi a sua maior decepção: "A teoria era boa, bem pesada, os professores também. Mas em termos absolutos, poderia ter sido melhor, como tudo no Brasil". Faltou insistir no significado de ser médico, viver como médico. "Os alunos não têm noção disso", explica. E conta que toda a sala tinha, pelo menos, um suicida. 
Sua primeira experiência na área foi no pronto socorro de ortopedia, no Bairro do Pari, quando estava no 5º ano da faculdade. "Era um plantão supervisionado por médicos famosos", explicou. Depois, o primeiro emprego mesmo foi como médico assistente de um hospital psiquiátrico em Mairiporã. Muita água passou por debaixo da ponte e o médico está na psiquiatria há 15 anos. 
Em relação ao passado, as mudanças não foram muitas. "O que mudou lá na USP, mudou em todos os lugares. Foi a mentalidade dos jovens. Antes tínhamos mais responsabilidades, éramos mais engajados. Hoje em dia, é cada um por si", lamenta. 

Por: Mutirão Pré-Vestibular 

 

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