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Muita calma nessa hora

 

Muita calma nessa hora

Mergulhado em conflitos e assaltado por novos desejos, o adolescente tem que buscar forças para tomar a decisão que pode mudar a sua vida Poucas fases da vida são tão difíceis quanto a adolescência. 

Mas é justamente nesse período, de muita dúvida e insegurança, que se deve fazer uma das mais importantes escolhas da vida: a profissão. E, para piorar, com o olhos e as esperanças dos pais exercendo zelosa vigilância. Não é incomum, portanto, que muitos adolescentes não acertem de primeira. 

Os números expressam a dificuldade dessa escolha. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85% dos estudantes universitários abandonam o primeiro curso que escolhem. 

A resposta acertada se torna tão mais difícil quando se sabe que, infelizmente, o que predomina entre os jovens é a desinformação sobre as verdadeiras atribuições de cada profissão. 

"Qualquer momento de decisão gera angústia, pois a escolha de um caminho significa o abandono de outros", alerta a pedagoga Maria Beatriz de Oliveira, do Centro de Estudos, Assessoria e Orientação Educativa Dante Moreira Leite (Ceao), da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da UNESP, campus de Araraquara. 

Mais importante, porém, do que escolher uma profissão é definir como se deseja construir o próprio papel de atuação social. Para isso, é preciso casar os interesses com as diversas ocupações existentes na sociedade. Mas não é preciso se desesperar. 


Ao contrário, é preciso calma, muita calma nessa hora. "Hoje em dia, a escolha de uma profissão não é assim tão definitiva", tranqüiliza Maria Beatriz. "O que se escolhe, na verdade, são áreas de estudo para construir papéis profissionais." 

Para o administrador público e advogado Luiz Alberto Franco Bueno, diretor associado da Panelli Motta Cabrera & Associados Consultores Internacional (PMC/ AMROP), maior empresa de capital nacional de contratação de executivos do País, a tomada de decisão – principalmente para os jovens – é sempre marcada por dúvidas. "Muitos balanceiam o desejo de trabalhar em determinada área com a realidade do mercado", diz. 

Mas Franco Bueno tranqüiliza os mais preocupados. "A escolha de uma profissão ou de uma carreira nunca é um caminho sem volta. Mesmo que o jovem descubra, depois de três anos, que o curso que está fazendo não é o que ele quer, dá para reconsiderar. 

Mais vale reiniciar um projeto para ser feliz pelo resto da vida do que continuar fazendo aquilo que não se gosta." O processo de escolha, como se vê, está longe de ser simples e geralmente apresenta melhores resultados quando conta com a participação dos pais e familiares. 

"Os pais, de fato, acabam, direta ou indiretamente, influenciando a escolha dos filhos", explica a psicóloga Norma de Fátima Garbulho, do Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Faculdade de Ciências (FC) da UNESP, campus de Bauru. 
"Mas essa influência precisa ser bem dosada. O importante é o jovem buscar a carreira que esteja mais de acordo com a sua personalidade, sem se deixar levar por modismos ou pela busca desenfreada de dinheiro." 

Norma lembra outro aspecto importante: o fato de que a escolha profissional não é algo que possa ser desvinculado do resto da vida da pessoa. "A vida de todo mundo é influenciada por fatores econômicos, políticos, sociais e culturais", explica. 

"Por isso, é importante que pais e filhos revejam sinceramente seus desejos e o quanto eles são ditados por aspectos externos. Eles precisam, juntos, criar momentos e espaços familiares para a conversa e a reflexão. O adolescente, dessa forma, vai se sentir amparado e mais seguro." 

Autor do livro Escolha profissional: a abordagem sócio-histórica, o pedagogo Sílvio Bock, diretor do Nace – Orientação Vocacional e Redação, empresa que já atendeu a mais de 4 mil jovens em 15 anos de atividades, diz que a escolha profissional pode, de fato, ser dolorosa e cansativa para o vestibulando. 

"Se, no entanto, ele se debruçar sobre a questão, buscando entender o mundo em que vive e se informando sobre as profissões, sem dúvida poderá tomar uma decisão de melhor qualidade", diz. 
"O maior engodo é achar que se deve ter em mente, desde criança, o que se vai ser quando crescer. Para evitar isso, conversar com pessoas mais experientes, que trabalhem em ocupações distintas, também é muito salutar." 

A psicóloga e administradora de empresas Elaine Saad, sócia-diretora da Right-Saad Fellipelli, uma das principais empresas especializadas em recolocação profissional da cidade de São Paulo, chama a atenção para outro ponto. 

"O importante, para o jovem, é escolher a profissão com a qual se identifica, sem pensar, pelo menos num primeiro momento, em mercado ou dinheiro", diz. "Depois da escolha, vem o segundo passo: encontrar colocação no mercado de trabalho. 
Nesse momento, sim, é conveniente verificar os setores que estão em alta." 

Especialista em planejamento de carreira, ela explica que, além das habilidades técnicas próprias da profissão que escolheu, o jovem, para se realizar, necessita de certas competências. 

"Flexibilidade, liderança e facilidade de relacionamento são indispensáveis", diz. 
Mesmo com tantos desníveis e encruzilhadas, esse mapeamento registra, com nitidez, um ponto inquestionável, em torno do qual os especialistas parecem cerrar fileiras: a grande pergunta do jovem não deve versar sobre se ele deve seguir a profissão de biólogo, de estatístico ou de cientista social. 

O importante, todos parecem concordar, é o projeto de vida que tem. "O adolescente não pode escolher uma carreira para satisfazer um sonho não realizado dos pais ou pelo mero desejo de ampliar a conta bancária", conclui a psicóloga Norma Garbulho. 

"Afinal, a existência é única e deve ser vivida de forma plena." 

Fonte: ACI/ Unesp

 

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