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Artigo: Sem eira nem beira 

 

Artigo: Sem eira nem beira 

Você sabia que duas empresas dominam todo o comércio de bananas no mundo? Que trinta empresas controlam um terço de todo o processamento de comida? Sem falar na Monsato, que sozinha controla mais de 90% do mercado internacional de sementes geneticamente modificadas. 

Esta concentração de poder sobre a produção e o consumo globais de alimento é resultado direto das políticas de liberalização do comércio no setor impostas pelos países ricos. (Veríssimo, 2005). 

O efeito maior da monopolização trazida pela liberalização, é que aumenta a fome e a miséria em países que não têm como enfrentar gigantes interessados apenas no lucro máximo e evitar a desvalorização do que produzem, como vem acontecendo. 

A abertura comercial e as políticas cambial e monetária praticadas na década de 90 ampliaram a desigualdade e a exclusão social; podemos fazer uma observarão, que a fome que atinge 800 milhões não vai se resolver pelas vias do mercado. 

Então sugerimos alguns exemplos para uma pequena reflexão, sobre o que o atual momento nos legou: 

Sociedade pós-industrial, nela, as atividades industriais já não constituem a força dinâmica da economia, cedendo lugar para o setor terciário, no qual se concentram os serviços e funções de comunicação e de circulação das riquezas (comércio, bancos, transportes, lazer, telecomunicações, etc.).
Seu Símbolo mais visível é o Shopping center. 

A globalização marca um momento de ruptura nesse processo de evolução social e moral que se vinha fazendo nos séculos precedentes. É irônico recordar que o progresso técnico aparecia, desde os séculos anteriores, como uma condição para realizar essa sonhada globalização com a mais completa humanização da vida no planeta. Finalmente, quando esse progresso técnico alcança um nível superior, a globalização se realiza, mas não a serviço da humanidade. 

Fim da territorialidade absoluta, no sentido de que, em todas as manifestações essenciais de sua existência, os moradores pertenciam áquilo que lhes pertencia, isto é, o território. 

Endeusamento do dinheiro e dos objetos técnicos. 

Marketing do consumo; retardando o pensamento humano no critério:
1% remédio e 99% publicidade. 

A cópia, sedução do norte, o ser moderno, a servilidade, o pensamento colonizado. 

Aceitamos uma criação que não vem da nossa própria realidade. 
A globalização é o estágio supremo do imperialismo. 
Somos convidados a um processo de informação sem saber o seu significado.
Técnicas únicas interligadas, lucros, privilégios as grandes empresas multinacionais. 
A competitividade vem em forma de guerra, utilizando todas as armas.
O pensamento Técnico passou a ser uma religião e o consumo o pior dos fundamentalismos. 

O consumo desmanchando a personalidade, o convite ao individualismo projetando o homem objeto. 
Trazendo excluídos, dentro de uma plenitude material. 
O convite ao conforto e a aceitação das regras não claras. 
O homem tornou-se prisioneiro de sua própria sobrevivência; esfacelado intelectualmente, maltratado profissionalmente e desrespeitado humanamente.

Seria o despertar do mal-estar da pós-modernidade, preconizando um prognóstico assustador, como descreveu em seu novo livro o sociólogo polonês Zygmunt bauman: "o crescimento incontrolável do lixo humano, pessoas descartáveis ou refugadas, como prefere; que não puderam ser aproveitadas e reconhecidas em uma sociedade cada vez mais seletiva". Seria uma espécie de identidade e conceitos imposta pela modernização. 

A globalização negativa já cumpriu seu papel, não há mais abrigos seguros para se esconder, sua contrapartida positiva nem começou a atuar. As fronteiras abertas para o capital, comércio e informações, foram fechadas ao ser humano que, são excluídos sem querer, nem saber o porque! Porém podemos perceber, que essas pessoas excluídas não são más, mas outros demonstram ser mais espertos e passam por cima dos outros. 

Tem muita gente no Brasil querendo entender, o que está acontecendo, mas são lubridiados pela mídia e o resultado é que, não fazem absolutamente nada, então permaneceram no" Eu quero?

A tendência sobre o futuro é assustador, trazendo preocupações nada confortáveis a nossa passagem na terra. A perspectiva de que ávida se presta á moldagem estética aparece, em três lemas do estilo de vida da nova classe média: ""nada de regras, somente escolhas"; "todo mundo pode ser alguém""; "atualmente não há moda, apenas modas"". São indicadores da individualidade do gosto e do senso de estilo do consumidor contemporâneo. 

A vida estética é a vida eticamente boa, de que não existe natureza humana nem eu verdadeiro, de que não passamos de ""uma coleção de quase-eus"", que o objetivo da vida é a busca incessante de novas experiências, novos valores, novos vocabulários.

Seria a estetização da vida, como corrente de pensamento e; o que podemos perceber, é uma oferta de consumo e dinheiro, seja, a nova religião "consumo"" e o endeusamento ao dinheiro como um" Deus"" desta religião. Então chega o chamado eleitoralismo, entram representantes não preparados, ativando o mando e desmando, o comando ausente e distante da cidadania. 

Fechamos nossas janelas de frente para o crime e ficamos sentados em frente da TV, "com a boca escancarada, esperando a morte chegar"", respectivamente, Aldir Blanc e Raul Seixas". 

A casa grande e a senzala constituem os gonzos articuladores de todo o edifício social. A maioria dos moradores da senzala, entretanto, ainda não descobriu que a opulência da casa grande foi construída, com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e com suas vidas absolutamente desgastadas (Boff, 2000). Essa alienação faz com que as massas empobrecidas não se rebelem; pior ainda, esperam a libertação como graça de seus opressores históricos e a cidadania, concedida pelo estado elitista. 

A ordem capitalista se encontra absolutamente hegemônica no cenário, sem oposição ou alternativa imediata a ela. Não é de se admirar o crescimento da violência em todos os campos, pois a ideologia ensina que o direito está do lado do mais forte e não do lado da justiça e da causa nobre.tornamo-nos o quinto maior hospedeiro de empresas multinacionais do mundo, fazendo com que 35% de nossa indústria seja constituída por filiais de empresas estrangeiras.

Fomos invadidos pela racionalidade da globalização econômica e pela política do neoliberalismo, chamada de modernização, elaborada nos interesses da nova fase de acumulação do capital agora a nível mundial, gerenciada pelo FMI, pelo Banco Mundial, pelos megaconglomerados e pelo grupo dos sete países mais ricos do mundo. 

No governo FHC, o Brasil viu sua dívida e o rombo do governo aumentar com as privatizações. O discurso do governo era voltado que; as vendas das estatais arrecadaram 68,7 bilhões de reais, e o governo ainda livrou-se de 16,5 bilhões de dívidas que as empresas tinham. No total, seriam 85,2 bilhões de reais de saldo. Porém não explicou que, houve vendas de longo prazo, pagas em prestações, isto é, o dinheiro não entrou no caixa do governo, mas seu valor total já foi incluído, enganosamente, nos resultados divulgados pelo governo. Sem falar na demissão em massa; houve ainda dívidas das empresas privatizadas, e que foram engolidas pelo Tesouro e deveriam ser pagas pelos compradores. 

Não precisamos ser pessimistas, os dados comprovam a realidade em que vivemos , poderíamos abordar diversas alternativas, para uma globalização realista dentro de possibilidades sociais, mais cairíamos no discurso panfletário e não sairíamos do lugar, esse não é o real objetivo. 

Péricles Gomes, professor de geografia do curso Cisne Branco e Centro Educacional Betel em Queimados, Baixada Fluminense RJ.

 

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